O Mundo em que Vivemos



Gutemberg inventa a imprensa e acontece a primeira explosão de conteúdo! A capacidade de publicar alguma coisa que alguém pensa, elabora, sente... Livros são compartilhamentos de conteúdo. A partir dos livros abrem –se várias possibilidades e isso é o marco do fim da Idade Média para o Renascimento que apesar de ter sido uma época caótica foi bastante criativa. Depois, passamos por uma transição que nos levou à Modernidade abraçando a ciência e o futuro como possibilidade.

A partir do séc. XX ainda movidos pela explosão de conteúdo dos livros, os jovens ganham espaço até que no final desse processo John Lennon diz: “O sonho acabou.” Ou seja, o mundo perfeito não existe. Isso traz consequências graves para a nossa cultura, como se a gente buscasse a perfeição para cada coisa. Nunca somos o sonho de nada. Essa perspectiva de sonho e perfeição que foi inventada na era Moderna cai por terra e provoca a queda de ilusões que construímos e essa é a base do mundo contemporâneo. O que sobrou pro mundo contemporâneo foi a queda, a queda e a queda de ilusões. Por outro lado, nasce uma realidade, sem ilusão, nasce uma espécie de “chão” pra gente viver. Esse “chão” é o contemporâneo.


No contemporâneo não existe mais o futuro. É raro ver alguém abrir mão do presente pensando no futuro, ninguém deixa de se divertir, de sair, de amar para guardar pro futuro... Porque o futuro, pelo menos a tendência dele, se configura como: Aquecimento global, carência de alimentos, intolerância, conflitos de convivência, religiosos, políticos, sociais e humanos. Isso é um momento histórico! Precisamos aprender a “ler” o que está acontecendo e esse movimento traz o presente de volta.


Então... Em que mundo vivemos? O que estamos vivenciando hoje, agora?


Tenho a impressão que é um mundo onde somos obrigados a viver o presente. Todos os dias temos que reinventar a nossa maneira de ser porque o “chão” foi retirado... É como se a cada manhã, quando nos levantamos da cama, tivéssemos que construir um chão e depois pisar. A ideia aqui é tentar configurar essa realidade e tentar construir formas de lidar com ela, porque da realidade não se tem como fugir, né? Nietzsche dizia que nós precisávamos subir no cume das ideias para poder olhar a volta e, somente assim, poder ter uma interpretação sobre o mundo. Hoje necessariamente não precisamos subir em nada, na base do seu celular você tem acesso ao mundo, em tempo real.


Hoje dispomos de incríveis condições de acesso para entender o mundo, de fazer interpretações imediatas sobre as coisas, não para darem certo, mas para nos trazer o mínimo de eixo já que as “canaletas” que nos eram dadas pela tradição de perspectiva do futuro ruíram.


Então... Como fazer “canaletas”? Eixos para a gente caminhar com alguma paz? Como interpretar as coisas e entender o mundo com essa explosão de conteúdo e compartilhamento da internet?


É preciso entender que, o que a gente vive é uma explosão de conteúdo. Que assim como aconteceu na Idade Média, nos levará a um grau maior de liberdade e de vivências das diferenças. Porém, essa transição não é fácil. E diante dela é preciso eixo. É sobreviver, se manter vivo diante de tanta violência. Viver com dignidade, ação e responsabilidade porque cada gesto nosso pode ser definitivo para o que virá. São os rastros das nossas ações que vão definir para onde essa mundo vai.


Vamos tentar encontrar coisas boas no meio desse caos.









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