Dançar é se superar


Quando dançamos subimos acima das nossa cabeças, dos nossos sentimentos do nosso coração. A dança envolve uma perda de si (pelo menos algum grau de perda de si) e abre para outras possibilidades...


Isso nos faz desviar o olhar sobre nós mesmos e nos permite olhar outras coisas.

A nossa grande questão é só olharmos para nós, para a nossa família, a nossa perspectiva, o que é nosso. Uma das maiores alegrias é nos perder de nós mesmos por alguns instantes. Porque como o “eu” é um produto moral e a dança é exatamente o contrário disso, esse esquecimento de si faz nascer o que Nietzsche chama de “si mesmo”. O "si mesmo" é indizível, porque é tão singular que para cada um deveria existir uma palavra, que muito provavelmente deveria ser inventada...


A dança afasta a prisão do eu e abre o si mesmo que pode ser a experiência real de si.


Gratidão.

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